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Armazenamento de calcário: a importância da informação correta

27/10/2021

Calcário no pátio gera campanha de indústria gaúcha Foto: Divulgação

A indústria de calcário do Rio Grande do Sul está desenvolvendo uma campanha que aborda o armazenamento do produto no próprio campo. Ao mesmo tempo, chama a atenção para o planejamento da na compra, estratégia que pode reduzir o custo do frete.

Uma peça distribuída nas redes sociais segue o estilo “Você sabia?”. O Sindicato da Indústria de Calcário no Rio Grande do Sul (Sindicalc) relata que “armazenar o calcário a granel no próprio campo não altera a qualidade do produto”.

Diretor executivo do sindicato gaúcho, Roberto Zamberlan aponta que a indústria naquele estado apresenta uma entressafra de quase seis meses. Por desconhecimento dos clientes, há uma percepção de que o produto pode ser adquirido a qualquer momento.

“Hoje é um grande engano se pensar dessa forma, devido ao crescimento exponencial das áreas plantadas e da utilização adequada do insumo”, conta Zamberlan. “As áreas cultivadas aumentaram muito e a quantidade utilizada por hectare, idem”.

Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola, João Bellato Júnior vê a logística como um tema nacional. “Em maior ou menor incidência, a questão reflete na operação e nos custos do agronegócio em todos os estados”, conta Bellato.

O desenvolvimento de frentes agrícolas também influencia. “Com áreas cada vez maiores, a logística de entrega do insumo passou a ser algo bem mais complicado do que era, por exemplo, 20 anos atrás. As frotas de maior porte para atender essa nova demanda nem sempre estão disponíveis”, afirma o diretor do Sindicalc.

As indústrias gaúchas difundem entre os agricultores que a aplicação do calcário é a primeira providência. “O planejamento se mostra importante para que se tenha disponível a logística necessária para a entrega do calcário na quantidade desejada, e disponível na hora exata da sua utilização, seguindo a orientação técnica”, reforça Zamberlan.

Fatores como chuva e vento pouco impactam no produto armazenado no pátio. “Parte dos produtores rurais faz confusão com os fertilizantes. O calcário é uma rocha mineral moída sem adição de qualquer outro insumo”, explicou o diretor do Sindicalc.

Engenheiro agrônomo e especialista em solos, Jairo Hanasiro reforça o pensamento. “Cada região de consumo tem uma curva de demanda característica em função das culturas daquela área”, conta.

No estado de São Paulo, por exemplo, a predominância da cana de açúcar faz com que o carregamento nas indústrias seja melhor distribuído. “Já nos estados com predominância dos grãos, este pico de carregamento tende a ser mais intenso”, revela o engenheiro.

“As empresas rotineiramente repassam instruções aos clientes. Seguidas essas instruções e bem armazenado, a qualidade do produto não se altera”, diz Jairo.

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